olhei pela janela. o sol iluminava todo o quarto... os meu olhos prenderam-se no horizonte sem fixar nada em especial...
senti o meu corpo contrair-se quando me tocou, arrepiei-me e os seus braços envolveram-me num momento que desejei que fosse eterno de pura magia.
Virou-me suavemente para si e apertou-me contra o seu peito. senti-me desaparecer nos seus braços. foi ele quem quebrou o silêncio.
- o que se passa be?
antes que pudesse responder, ele segurou o meu rosto e beijou-me suavemente nos lábios com uma doçura interminável que fez a minha cabeça andar a roda. Quando finalmente os seus lábios descolaram nos meus, tentei responder mas as lágrimas já caiam pela cara. num gesto automático, ele abraçou-me.
- o que se passa be? - perguntou novamente - estou preocupado contigo - o pânico estava-lhe estampado no rosto. As minhas lágrimas eram a sua destruição também.
- porque é que te faço sofrer? porque estas comigo quando eu não te mereço o suficiente para te ter? - as lágrimas caíram furiosamente.
- olha para mim... - levantou-me o rosto, ignorando a resistência. - EU AMO-TE! sempre amei e sempre amarei. tu tens-me, eu pertenço-te e tu pertences-me a mim. Amo-te como és, com defeitos e qualidades. Amo.te...
- desculpa - tentei dizer mas os seus lábios colaram-se novamente aos meus. percebi que não era a única a chorar. o seu abraço tornou-se mais forte, as suas mãos percorreram os meus ombros, braços até alcançarem a cintura. ergueu-me nos seus braços e apertou-me ainda mais. Não tentei debater-me. ele tinha razão. pertencíamos um ao outro. as nossas respirações tornaram-se ofegantes e soube, naquele momento, que nada nem ninguém me arrancaria dele. entregar-me-ia sempre a ele, pois só a ele pertencia...
- Amo-te- disse-me por fim
- Eu também. Para sempre...
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