
Entrou sem fazer muitos estragos, tão silencioso quanto a as réstias de sol num dia chuvoso, que nos alegram o espírito e aquecem a alma… Não se manifestou de imediato, pelo menos não directamente, deixou que fosse eu a descobrir que ele existia no meio da multidão. E eu fiz o que se esperava que e fizesse; descobri-o, mas também não mostrei logo que o tinha feito, guardei para mim essa descoberta como um tesouro muito precioso, como no jardim-de-infância, e não quis que ninguém soubesse da sua existência. Convivi platonicamente com o meu tesouro durante muito tempo, e cada vez ele tomava mais conta de mim, de uma maneira tão descontrolada como irracional… não direi que não gostava deste convívio, porque gostava, e gosto, faz-me sentir bem, de volta aos tempos de infância, ele é o meu tesouro… o que me faz sentir bem e esquecer que qualquer problema existe, é o meu génio da lâmpada, e transporta-me num tapete voador para outra qualquer dimensão onde nada mais existe senão as nossas turras e as nossas conversas.
Cada vez está mais presente e visível o meu tesouro, talvez por já não haver grande coisa a dizer sobre ele, ou simplesmente porque um tesouro, mais cedo ou mais tarde, acaba sempre por ser descoberto…
Cada vez está mais presente e visível o meu tesouro, talvez por já não haver grande coisa a dizer sobre ele, ou simplesmente porque um tesouro, mais cedo ou mais tarde, acaba sempre por ser descoberto…
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